O que comer se tenho Endometriose? | Conselhos de Nutricionista
- Marina Morais

- 24 de jun. de 2024
- 11 min de leitura
Atualizado: 1 de jul. de 2024
Você sabe o que é endométrio? Todo mês durante o ciclo menstrual, o corpo feminino se prepara para um potencial bebê. O óvulo fecundado precisa se fixar no útero para que o embrião se desenvolva e para isso o corpo prepara o útero com uma camada de tecido chamada endométrio. Se o óvulo não é fecundado e a gravidez não ocorre: a espessa camada de endométrio descama e é eliminada na menstruação. Viu? Você já está familiarizada com o endométrio!

O que é endometriose?
A endometriose é um condição inflamatória crônica: nela, tecido como o endométrio aparece fora do útero. Comumente, nesta condição, o tecido endometrial ocupa outros órgãos do sistema reprodutor, mas as lesões também podem aparecer nos intestinos, bexiga, abdômen, diafragma e até pulmões. As lesões se assemelham a tumores: elas invadem tecidos saudáveis, estabelecem suas próprias redes sanguíneas e suas produções locais de estrogênio (tudo para garantir seu crescimento).
As lesões podem virar tecido cicatricial e criar adesões nos órgãos e tecidos: essa situação causa dor extrema e debilitante!
Entre 10 e 15% de mulheres em idade reprodutiva possuem endometriose. E cerca de 50% das mulheres com infertilidade possuem endometriose! Ela afeta 90% das mulheres com dor pélvica crônica!
A endometriose pode causar:
tecido endometrial crescendo fora do útero;
níveis muito altos e inadequados de estrogênio;
função imunológica desregulada;
um estado de resistência a progesterona;
infertilidade.
O que causa a endometriose?
A causa exata é desconhecida, mas a endometriose é considerada uma doença auto-imune por causa dessa característica do endométrio invadir e crescer áreas diversas do corpo e também porque nesta condição o corpo produz anticorpos contra os próprios tecidos normais.
Algumas teorias sobre as causas da endometriose são: componentes genéticos, fatores ambientais ou uma retrogradação da menstruação (um retorno) que faria as lesões endometriais. Mas nada isso tem consenso entre os especialistas e pesquisadores.

Quais são os sintomas?
As lesões da endometriose podem causar dor nas relações sexuais, dor intensa durante a menstruação, dor ao urinar ou defecar, fluxo menstrual muito intenso e dor pélvica durante todo o ciclo menstrual.
Para muitas mulheres, no entanto, a endometriose pode ser assintomática ou ter sintomas que ficam mascarados ou se confundem com outras condições; o que faz com que o diagnóstico seja mais difícil.
Endometriose e Infertilidade
Mulheres que estão experimentando a infertilidade tem de 6 a 8 vezes mais chance de ter endometriose do que mulheres com fertilidade normal. É tão importante investigar esta possibilidade se você está com dificuldade de conceber ou se tem alguns dos sintomas descritos acima!
A endometriose impacta a fertilidade de diversas formas:
Ela está associada ao mal funcionamento dos ovários e a reservas de óvulos dentro do ovário de pior qualidade.
A inflamação crônica e a resistência a progesterona da doença também diminuem a receptividade do endométrio que está no útero. Além disso, elas também afetam a qualidade do óvulo e do embrião.
As próprias lesões podem invadir órgãos do sistema reprodutor, como os ovários, prejudicando o seu funcionamento. Uma endometriose avançada pode ter lesões que impedem o transporte dos óvulos, espermatozóides e embriões, que bloqueiam as tubas uterinas e impedem a ovulação.
Todos estes fatores juntos (incluindo também um maior estresse oxidativo e inflamação crônicas típicos da doença) diminuem as chances de concepção e aumentam os riscos de abortos espontâneos.
Mudanças de Estilo de Vida e Alimentação
Toxinas
Não sabemos as causas exatas da endometriose, mas existem fatores de risco, ou seja, alguns fatores que estão fortemente ligados com a ocorrência da endometriose. Um deles é a exposição a toxinas como dioxinas, PCBs, fitalatos e metais pesados. Uma outra teoria é que exposição ainda no útero a esse tipo de toxina tem um papel no desenvolvimento da endometriose na vida adulta.
Vários estudos mostraram que mulheres com diagnóstico confirmado de endometriose tem níveis mais elevados destas toxinas e metais pesados (quando comparamos com mulheres saudáveis). Portanto, minimizar a exposição a toxinas e priorizar a desintoxicação é chave para controle da doença.
2. Alimentação
Não temos muitos estudos feitos diretamente com mulheres com endometriose para avaliar os efeitos da dieta em suas saúdes. Alguns poucos estudos mostraram que uma dieta mediterrânea ou uma dieta livre de glúten podem ter efeitos positivos para a redução da dor da endometriose. Os pesquisadores sugerem que este efeito de alívio de dor venha do efeito anti-inflamatório da dieta ou na melhora do metabolismo de estrogênio.
A retirado do glúten parece ser promissora, em um estudo 75% das mulheres com endometriose que retiraram glúten da alimentação relataram uma redução significativa na dor depois de 1 ano. Mas olhando o corpo de pesquisas científicas, não temos um padrão de ouro ainda para encorajar uma dieta específica!
Como não temos respostas tão claras, não retire nada da sua dieta arbitrariamente. Você pode fazer mudanças e analisar os resultados nos seus sintomas, sabendo respeitar a sua experiência e individualidade!
O que sabemos de fato, é que uma alimentação rica em nutrientes e com um perfil anti-inflamatório tem benefícios para todas as mulheres! Como a endometriose tem uma característica de muita inflamação e estresse oxidativo, uma alimentação saudável e cheia de comida de verdade tem os nutrientes e compostos para lutar contra essa situação, promovendo saúde para a mulher!
Meu conselho de Nutricionista
Uma alimentação que promove saúde para a fertilidade é essencial para mulheres com endometriose! Abaixo, vou te contar sobre como nutrientes como magnésio, zinco e ômega-3 e outros nutrientes trazem benefícios para a mulheres como endometriose! Mas a minha melhor sugestão é que você não fique só nestas dicas! Mudar um detalhezinho não fará tanta diferença na sua saúde quanto adotar uma alimentação repleta de nutrientes que apoiam a saúde reprodutiva feminina! Por isso, fica meu convite: assista a Masteclass Comida para Fertilidade!
Dicas de Nutricionista para Mulheres com Endometriose
Faça a Masterclass Comida para Fertilidade! Ela vai te ensinar como montar um cardápio com nutrientes que apoiam sua saúde reprodutiva, além de mostrar como ter um bom controle glicêmico e hormonal através da alimentação ancestral!
Consuma alimentos ricos em ômega-3 ou suplemente! Este nutriente diminuir a produção de prostaglandinas e a inflamação. O uso de ômega-3 pode ajudar a diminuir os sintomas da endometriose, incluindo a dor. Mais sobre essas fontes na Masterclass Comida para Fertilidade.
Adicione cúrcuma na sua alimentação, já que este tempero possui curcumina, um composto anti-inflamatório, antioxidante e com propriedades anti-proliferativas. Temos pesquisas que mostram que a curcu,mina pode suprimir a proliferação celular endometrial, diminuir os níveis de estrogênio e melhorar os sintomas de dor de mulheres com endometriose! A suplementação de 500mg de curcumina por dia (duas vezes ao dia) pode ter efeito significativo contra a dor da menstruação, sabia? A cúrcuma ou açafrão da terra pode ser consumida como tempero (a pimenta do reino preta aumenta a abosorção da curcumina em até 2000%), como chá ou como suplemento.
N-acetilcisteína (NAC) também pode ser um suplemento interessante! Em um estudo com 92 mulheres com endometriose, metade delas recebeu suplementação de NAC e a outra metade recebeu placebo. No grupo que recebeu NAC foi possível ver uma redução no tamanho dos edometriomas dos ovários, além de uma diminuição da dor! E mais da metade destas mulheres tratadas acabaram desistindo de fazer suas laparaoscopias já agendadas no final do estudo. O grupo que recebeu placebo, no entanto, teve um aumento no tamanho dos endometriomas! As mulheres tratadas com NAC neste estudo tiveram uma melhora. nafertilidade também. Cerca de 75% delas conseguiu conceber nos 6 meses subsequentes.
Suplemente Vitamina D e aumente a sua exposição solar: mulheres com endometriose costumam ter níveis baixíssimos de vitamina D. A suplementação pode diminuir a dor pélvica e os marcadores de inflamação e estresse oxidativo, como visto nas pesquisas.
Consuma fontes de magnésio (ou suplemente)! Suplementação de magnésio pode ajudar a reduzir a dor e os níveis de prostaglandinas em até 45%! Mulheres com bom consumo de fontes de magnésio tem menores chances de desnvolver endometriose no futuro. Mais sobre essas fontes na Masterclass Comida para Fertilidade.
Consuma fontes de zinco (ou suplemente): isso também diminui os níveis de prostraglandinas, a intensidade do fluxo menstrual e a dor relacionada a menstruação. Mais sobre essas fontes na Masterclass Comida para Fertilidade.

Prepare seu corpo e otimize sua fertilidade para a jornada da maternidade. Aprenda a escolher os alimentos certos e como organizá-los nas refeições do dia a dia para garantir um começo saudável para o seu futuro bebê.


Referêcias Bibliográficas
Symons, L.K., et al. “The immunopathophysiology of endometriosis.” Trends in Molecular Medicine 24(9) (2018): 748–762; Matarese, G., et al. “Pathogenesis of endometriosis: natural immunity dysfunction or autoimmune disease?” Trends in Molecular Medicine 9(5) (2003): 223–228; Shigesi, N., et al. “The association between endometriosis and autoimmune diseases: a systematic review and meta-analysis.” Human Reproduction Update 25(4) (2019): 486–503.
Macer, M.L., and H.S. Taylor. “Endometriosis and infertility: a review of the pathogenesis and treatment of endometriosis-associated infertility.” Obstetrics and Gynecology Clinics 39(4) (2012): 535–549; Orazov, M.R., et al. “Oocyte quality in women with infertility associated endometriosis.” Gynecological Endocrinology 35(1) (2019): 24–26.
Lamvu, G., et al. “Path to diagnosis and women’s perspectives on the impact of endometriosis pain.” Journal of Endometriosis and Pelvic Pain Disorders 12(1) (2020): 16– 25; Mak, J., et al. “‘Seeing is believing’: arguing for diagnostic laparoscopy as a diagnostic test for endometriosis.” Reproduction & Fertility 3(3) (2022): C23.
Benagiano, G., and I. Brosens. “In utero exposure and endometriosis.” The Journal of Maternal-Fetal & Neonatal Medicine 27(3) (2014): 303–308. 105.
Martinez-Zamora, M.A., et al. “Increased levels of dioxin-like substances in adipose tissue in patients with deep infiltrating endometriosis.” Hum Reprod 30(5) (2015): 1059–1068; Soave, I., et al. “Environment and endometriosis: a toxic relationship.” European Review for Medical and Pharmacological Sciences 19(11) (2015): 1964–1972;
Shen, L., et al. “The association between exposure to multiple toxic metals and the risk of endometriosis: evidence from the results of blood and follicular fluid.” Science of the Total Environment 855 (2023): 158882; Reddy, B.S., et al. “High plasma concentrations of polychlorinated biphenyls and phthalate esters in women with endometriosis: a prospective case control study.” Fertil Steril 85(3) (2006): 775–779. 106.
Nirgianakis, K., et al. “Effectiveness of dietary interventions in the treatment of endometriosis: a systematic review.” Reproductive Sciences (2021): 1–17; Li Piani, L., et al. “A systematic review and meta-analysis on alcohol consumption and risk of endometriosis: an update from 2012.” Scientific Reports 12(1) (2022): 19122;
Schwartz, N.R.M., et al. “Glycemic index, glycemic load, fiber, and gluten intake and risk of laparoscopically confirmed endometriosis in premenopausal women.” The Journal of Nutrition 152(9) (2022): 2088–2096;
Qi, X., et al. “Relationship between dairy products intake and risk of endometriosis: a systematic review and dose-response meta-analysis.” Frontiers in Nutrition 8 (2021): 701860. 107.
Yamamoto, A., et al. “A prospective cohort study of meat and fish consumption and endometriosis risk.” American Journal of Obstetrics and Gynecology 219(2) (2018): 178–e1. 108.
Nap, A., and N. de Roos. “Endometriosis and the effects of dietary interventions: what are we looking for?” Reproduction & Fertility 3(2) (2022): C14. 109. Ibid. 110.
Krabbenborg, I., et al. “Diet quality and perceived effects of dietary changes in Dutch endometriosis patients: an observational study.” Reproductive Biomedicine Online 43(5) (2021): 952–961. 111.
Marziali, M., et al. “Gluten-free diet: a new strategy for management of painful endometriosis related symptoms?” Minerva Chirurgica 67(6) (2012): 499–504. 112.
Mikut, K., et al. “The influence of selected food ingredients on the reduction of the risk of endometriosis: a literature review.” Journal of Education, Health and Sport 12(8) (2022): 966–974;
Heinze, N., and I. Brandes. “Endometriosis: can diet help and if so, what kind.” Ernahrungs Umschau 68(9) (2021): 182–90;
Parazzini, F., et al. “Selected food intake and risk of endometriosis.” Hum Reprod 19(8) (2004): 1755–1759;
Harris, H.R., et al. “Fruit and vegetable consumption and risk of endometriosis.” Hum Reprod 33(4) (2018): 715–727. 113.
Marcinkowska, A., and M. Górnicka. “The role of dietary fats in the development and treatment of endometriosis.” Life 13(3) (2023): 654;
Mohammadi, M.M., et al. “The impact of omega-3 polyunsaturated fatty acids on primary dysmenorrhea: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials.” European Journal of Clinical Pharmacology 78(5) (2022): 721–731;
Hansen, S.O., and U.B. Knudsen. “Endometriosis, dysmenorrhoea and diet.” Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol 169(2) (2013): 162–171;
Moghadamnia, A.A., et al. “Effect of Clupeonella grimmi (anchovy/kilka) fish oil on dysmenorrhoea.” Eastern Mediterranean Health Journal 16(4) (2010): 408–413. 114.
Hopeman, M.M., et al. “Serum polyunsaturated fatty acids and endometriosis.” Reproductive Sciences 22(9) (2015): 1083–1087. 115.
Missmer, S.A., et al. “A prospective study of dietary fat consumption and endometriosis risk.” Hum Reprod 25(6) (2010): 1528–1535. 116.
Savant, P.B., et al. “Effects of curcumin in management of endometriosis a hormonal disorder disease in female.” Research Journal of Pharmacognosy and Phytochemistry 13(4) (2021): 182–186;
Saifi, B., et al. “An overview of the therapeutic effects of curcumin in reproductive disorders with a focus on the antiinflammatory and immunomodulatory activities.” Phytotherapy Research 36(2) (2022): 808–823;
Kamal, D.A.M., et al. “Potential health benefits of curcumin on female reproductive disorders: a review.” Nutrients 13(9) (2021): 3126. 117.
Cao, H., et al. “Inhibitory effect of curcumin in human endometriosis endometrial cells via downregulation of vascular endothelial growth factor.” Molecular Medicine Reports 16(4) (2017): 5611–5617;
Arablou, T., and R. Kolahdouz-Mohammadi. “Curcumin and endometriosis: review on potential roles and molecular mechanisms.” Biomedicine & Pharmacotherapy 97 (2018): 91–97;
Zhang, Y., et al. “Curcumin inhibits endometriosis endometrial cells by reducing estradiol production.” Iranian Journal of Reproductive Medicine 11(5) (2013): 415. 118.
Tabari, N.S., et al. “An investigation of the effect of curcumin (turmeric) capsule on the severity and duration of dysmenorrhea in students of Iran University of Medical Sciences.” J Evol Med Dent Sci 9(46) (2020): 3444–3451;
Hesami, S., et al. “Randomized, double- blind, placebo-controlled clinical trial studying the effects of Turmeric in combination with mefenamic acid in patients with primary dysmenorrhoea.” Journal of Gynecology Obstetrics and Human Reproduction 50(4) (2021): 101840. 119.
T abari, N.S., et al. “An investigation of the effect of curcumin (turmeric) capsule on the severity and duration of dysmenorrhea in students of Iran University of Medical Sciences.” J Evol Med Dent Sci 9(46) (2020): 3444–3451;
Ogori, A.F., et al. “Functional and quality characteristics of ginger, pineapple, and turmeric juice mix as influenced by blend variations.” Foods 10(3) (2021): 525. 120.
Han, H.-K. “The effects of black pepper on the intestinal absorption and hepatic metabolism of drugs.” Expert Opinion on Drug Metabolism & Toxicology 7(6) (2011): 721–729;
Shoba, G., et al. “Influence of piperine on the pharmacokinetics of curcumin in animals and human volunteers.” Planta Medica 64(4) (1998): 353–356. 121.
Anastasi, E., et al. “Efficacy of N-acetylcysteine on endometriosis-related pain, size reduction of ovarian endometriomas, and fertility outcomes.” International Journal of Environmental Research and Public Health 20(6) (2023): 4686;
Porpora, M.G., et al. “A promise in the treatment of endometriosis: an observational cohort study on ovarian endometrioma reduction by N-acetylcysteine.” Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine 2013 (2013);
Witte, T.S., et al. “Effects of oral treatment with N-acetylcysteine on the viscosity of intrauterine mucus and endometrial function in estrous mares.” Theriogenology 78(6) (2012): 1199–1208. 123.
Anastasi, E. et al. “Efficacy of N-acetylcysteine on endometriosis-related pain, size reduction of ovarian endometriomas, and fertility outcomes.” International Journal of Environmental Research and Public Health 20(6) (2023): 4686. 124.
Kahlon, B.K., et al. “A systematic review of vitamin D and endometriosis: role in pathophysiology, diagnosis, treatment, and prevention.” F&S Reviews (2022);
Qiu, Y., et al. “Vitamin D status in endometriosis: a systematic review and meta-analysis.” Archives of Gynecology and Obstetrics 302 (2020): 141–152. 127.
Mehdizadehkashi, A., et al. “The effect of vitamin D supplementation on clinical symptoms and metabolic profiles in patients with endometriosis.” Gynecological Endocrinology 37(7) (2021): 640–645. 128. Seifert, B., et al. “Magnesium — a new therapeutic alternative in primary dysmenorrhea.” Zentralblatt für Gynäkologie 111(11) (1989): 755–760. 129.
Harris, H.R., et al. “Dairy-food, calcium, magnesium, and vitamin D intake and endometriosis: a prospective cohort study.” American Journal of Epidemiology 177(5) (2013): 420–430;
Bahat, P.Y., et al. “Dietary supplements for treatment of endometriosis: a review.” Acta Bio Medica 93(1) (2022). 130.
Kashefi, F., et al. “Comparison of the effect of ginger and zinc sulfate on primary dysmenorrhea: a placebo-controlled randomized trial.” Pain Management Nursing 15(4) (2014): 826–833;
Sundari, L.P.R., et al. “Oral administration of zinc capsule for 4 days before menstrual period decreases prostaglandin (PGF2) level and pain intensity in women with primary dysmenorrhea.” International Journal of Science and Research 6(3) (2017): 1081–1084;
Sangestani, G., et al. “The positive effects of zinc supplements on the improvement of primary dysmenorrhea and premenstrual symptoms: a double-blind, randomized, controlled trial.” Journal of Midwifery and Reproductive Health 3(3) (2015): 378–384. 131.
Bahat, P.Y., et al. “Dietary supplements for treatment of endometriosis: a review.” Acta Bio Medica 93(1) (2022).











Khi vừa chơi vừa giao dịch, mình thường để ý xem hệ thống có giữ được nhịp hay không. Nếu phải dừng lại để nạp rút thì sẽ ảnh hưởng khá nhiều đến cảm giác chơi. Với trường hợp này, mình thấy 8kbet hỗ trợ tốc độ giao dịch nhanh cùng nhiều lựa chọn thanh toán, cho phép thao tác ngay trong lúc tham gia casino, slot hay thể thao. Trong quá trình sử dụng, mình có thể vừa theo dõi kèo, vừa nạp tiền hoặc chuyển sang game khác mà không cần thoát ra ngoài, các bước xử lý rõ ràng nên không làm gián đoạn trải nghiệm tổng thể
Khi sử dụng trong thời gian dài, mình bắt đầu chú ý đến cách hệ thống xử lý dữ liệu giữa các phiên chơi thay vì chỉ tập trung vào kết quả. Nếu việc đồng bộ không ổn định, các thao tác sẽ dễ bị lệch hoặc phải thực hiện lại từ đầu. Khi trải nghiệm thực tế, sc88 duy trì trạng thái đồng bộ giữa các nội dung như thể thao, casino và slot khá rõ ràng, mình có thể tiếp tục các thao tác đang thực hiện mà không bị gián đoạn khi chuyển đổi. Điều này giúp giữ được mạch sử dụng liên tục thay vì bị ngắt quãng giữa các phiên
Có một điểm mình khá quan tâm là việc chuyển đổi giữa các danh mục có mượt hay không, vì điều này ảnh hưởng trực tiếp đến trải nghiệm. Khi dùng hitclub, mình thấy việc chuyển từ game bài sang casino hoặc các mục khác diễn ra rất nhanh. Những trò quen như Baccarat, Sicbo hay Poker đều nằm trong khu riêng nên không mất thời gian tìm. Ngoài ra, hệ thống còn chia rõ bắn cá và các game giải trí khác nên nhìn tổng thể khá gọn. Theo mình, cách sắp xếp này hợp lý vì nội dung nhiều nhưng vẫn dễ theo dõi, không gây rối mắt.
Trong thị trường giải trí trực tuyến hiện nay, một nền tảng muốn giữ được nhịp sử dụng lâu dài thường phải cân bằng tốt giữa tốc độ xử lý, độ minh bạch và độ phủ nội dung. Điều này thể hiện khá rõ ở cm88 khi hệ thống được quản lý trong tổng bộ OKVIP, đồng thời sở hữu giấy phép từ Isle of Man và Cagayan nên phần vận hành tạo được cảm giác tin cậy ngay từ đầu. Bên cạnh đó, việc áp dụng công nghệ RNG và cơ chế kiểm duyệt độc lập giúp dữ liệu trong quá trình tham gia giữ được tính ngẫu nhiên và minh bạch hơn. Khi kết hợp cùng nhiều nhóm nội…
Việc đảm bảo tính minh bạch và an toàn trong quá trình vận hành luôn là yếu tố quan trọng đối với các nền tảng giải trí trực tuyến. Khi hệ thống được kiểm soát bằng các công nghệ bảo mật và cơ chế giám sát, người dùng có thể tiếp cận dịch vụ trong môi trường ổn định hơn. Với cách triển khai này, 123b được xây dựng theo hướng kết hợp giữa bảo mật dữ liệu và mở rộng nội dung nhằm đáp ứng nhiều nhu cầu khác nhau. Thể thao mang đến nhiều lựa chọn theo từng bộ môn, casino live với các trò Baccarat, Roulette, Blackjack hoạt động ổn định, trong khi slot game, bắn cá và…